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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Power to the people (or to the user) !

As mudanças que o entretenimento digital, envolvendo música, vídeo, textos, jogos, vem sofrendo nesses nossos tempos têm origem em um único fenômeno: o aumento do poder do usuário. Quando falo "usuário", leia-se: audiência, telespectador, jogador (gamer), Internauta e outros tipos assemelhados.
Esse "usuário" tem cada vez mais capacidade de processamento, mais recursos nos seus aparelhos e maior conectividade com a rede e com outros usuários. E isso tudo acontece tanto em uma situação fixa como em situações de mobilidade.
A convergência é "puxada" por esse usuário, e não o contrário. É esse novo usuário que fez com que no Brasil se vendesse mais computadores que televisores no ano de 2007 (dados da indústria de eletro-eletrônica). Esse usuário é que exige dos fabricantes celulares com mais e mais funções, colocando em um único aparelho: acesso à Internet, e-mail, tocador de música, tocador de vídeo, máquina fotográfica, filmadora, editor de documentos, gravador de voz, localizador GPS com mapas, videoconferência e até chamadas telefônicas.
Ao ter acesso à todo esse "poder", esse "novo usuário" começa a escolher formatos mais adequados às suas necessidades e os produtores e distribuidores de conteúdo já começaram a perceber essa mudança. Por isso acredito que o futuro será, quase que totalmente, "on-demand". A música que eu quero e não o que uma rádio decidiu me empurrar. A sessão do filme que eu quiser, e quando eu quiser, e não os formatos enlatados que alguma TV me obrigar a ver. O mesmo vale para jogos, textos, notícias. Sim, notícias... Obviamente que não poderei escolher quando os fatos vão ocorrer, mas posso escolher o que e quando quero ser informado sobre isso.
Os eventos "ao-vivo" também não poderão ser deixados de lado, mas lançando mão de muito mais interatividade e mesmo pequenos "time shifts" se o poderoso usuário assim o desejar.
Power to the people !
Minha correspondente (e amiga) para assuntos de IPTV e conteúdo, Isabela Balensiefer, acrescentou a meu pedido:

" Imagine você sentar no seu sofá, começar a assistir seu programa favorito e, ao mesmo tempo, conversar com as pessoas que estão assistindo o mesmo que programa que você, comprar a camisa que o personagem que está atuando no programa está usando, acessar a receita que ele está saboreando e, por fim, acessar o perfil das pessoas que acessam os mesmos programas que você. Ufa! Cansou?
E tem mais, além disso, você ainda pode ser impactado por uma propaganda daquele creme que você tanto queria! Aí você se pergunta: “Nossa, como a TV adivinhou que eu queria tanto esse produto?!”, é meu caro, eles sabem tudo sobre você!
Não tem nada de místico nisso, isso chama-se IPTV!
A promessa deste novo serviço é mais interatividade, mais conhecimento do usuário, novas ofertas para os clientes, mais concorrência, novas opções de entretenimento e talvez, um custo adicional.
No Brasil, algumas operadoras de telefonia fixa já estão se mobilizando na entrega deste serviço. Mas ao que tudo indica, ainda vai levar um tempo para ser entendido e adotado no país e no mundo.
Um exemplo de serviço que está maduro mas falta “cultura” para ser bem acessado é a Comcast.
A ComCast é a maior companhia de televisão por cabo e o segundo maior provedor de acesso à internet dos Estados Unidos.
Trata-se de uma operação de TV por assinatura que possui a oferta de VOD há 3 anos e apenas 20% de seus usuários são consumidores on demand.
Portando ainda vai levar um tempo... "

2 comentários:

Rafael Vieira disse...

O Blog está excelente!! Muito divertido! Vou começar a passar aqui sempre.

[]s! Rafa

Isabela disse...

Que honra!!!